História da refrigeração

Engenheiros que fizeram a história da refrigeração.

Tudo o que conhecemos hoje foi inventado por alguém em algum momento da história, certo? Entretanto, os autores das descobertas muitas vezes são desconhecidos para a maior parte da população.

Este artigo visa apresentar, de forma sucinta, alguns engenheiros incríveis que fizeram a diferença no Brasil e no mundo, incluindo uma renomada engenheira agrônoma brasileira. Confira!

Willis Carrier – O inventor do ar condicionado

Willis Carrier nasceu no dia 26 de novembro de 1876, em Angola, N.Y. e é conhecido como o homem que mudou o rumo da história do condicionamento de ar.

No ano de 1901 se formou em engenharia mecânica pela Universidade Cornell, N.Y., atualmente colocada entre uma das 8 instituições mais prestigiadas dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, começou a trabalhar para Buffalo Forge Company, uma empresa que fornecia motores a vapor, equipamentos de aquecimento, coletores de poeira, entre outros.

Aos 25 anos, foi enviado a Sackett-Wilhelms Lithographing and Publishing Company (empresa editorial) para solucionar um problema de umidade que danificava seu estoque de papel. Portanto, Carrier projetou um sistema aonde o ar é soprado através de canos de água gelada, reduzindo sua temperatura de saturação e, consequentemente, diminuindo a umidade do ambiente e sua temperatura.

Este feito ficou conhecido como o primeiro sistema de condicionamento de ar do mundo, patenteado no ano de 1906.  Posteriormente, fundou a empresa de condicionamento de ar e secadores Carrier®, que criou o primeiro ar condicionado residencial no dia 13 de maio de 1926.

Willis Carrier faleceu no dia 7 de outubro de 1950, deixando um legado reconhecido mundialmente e até os dias de hoje. Assim como seu nome foi eternizado ao entrar para o Hall da Fama dos inventores estadunidenses, em 1985, que é um seleto grupo de pessoas que marcaram a história com suas invenções revolucionárias.

Nicolas Léonard Sadi Carnot

Nicolas Carnot nasceu no dia 1 de junho de 1796, em Paris, imerso no mundo da ciência e política devido a seu pai ser membro do Diretório (órgão que dirigiu a França entre 1795 e 1797). Portanto, foi educado em casa pela infância e tomou gosto por ciências, matemática, linguagem e música.
Logo depois, aos 16 anos, ingressou na École Polytechnique para intensificar seus estudos, tendo como professores nomes que marcaram a história, como: Poisson, Gay-Lussac, Ampère e Arago.

Após 2 anos, foi enviado para estudar Engenharia Militar na École du Génie, em Metz, escrevendo diversos artigos científicos e dedicando-se a estudos. Mas, nos anos subsequentes, teve de dividir a atenção dos estudos com a vida militar (lutou aos 18 anos em Vincennes).

Em junho de 1824 publica a sua única obra, uma revisão sobre a importância industrial, política e econômica da máquina a vapor, intitulada: Refléxion sur la puissance motrice du feu et sur les machines propres à développer cette puissance. Carnot descreve o ciclo ideal e discorre sobre o rendimento máximo de uma máquina térmica, servindo de base para nomes como Clapeyron e Clausius.

Logo depois de pedir demissão do cargo de Capitão de Engenharia Militar, em 1827, focou nos problemas de projeto das máquinas de calor. Em 1831, começou a pesquisar sobre as propriedades de gases e vapores, porém foi vítima de uma epidemia de cólera apenas 1 ano depois, falecendo aos 36 anos.

Seus estudos servem como base para o entendimento da termodinâmica atual e seu nome é reconhecido facilmente por todos aqueles que estão ingressando na engenharia.

Veridiana Victória Rossetti

Por último, mas não menos importante, temos uma engenheira brasileira na lista: Veridiana Victória Rossetti. Veridiana foi a segunda mulher do Brasil a se formar em engenharia agronômica e a primeira do Estado de São Paulo, no ano de 1937.

Dedicou toda sua carreira ao estudo de doenças que acometem frutas cítricas no Instituto Biológico de São Paulo, o que a tornou referência internacional no assunto. Em suma, possui mais de 300 trabalhos publicados, mais de 60 prêmios nacionais e internacionais e inúmeros outros feitos.

Como resultado de suas pesquisas, sua principal descoberta foi identificar uma doença que acomete citros, chamada de CVC, que motivou diversos trabalhos em toda a esfera mundial.

Aposentou-se em 1987, mas continuou a trabalhar até 2003 (com 86 anos), quando foi diagnosticada com Alzheimer. Após 7 anos, Veridiana faleceu no dia 26 de dezembro de 2010, com pneumonia.

Algumas de suas principais conquistas:

  • Pesquisadora emérita do Estado de São Paulo (
  • Engenheira agrônoma do ano, pela AEASP (1982)
  • Honorary Professor da Universidade da Florida (1987)
  • Medalha Luiz de Queiroz (1999)
  • Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico (2004)

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