Alternativas de Eficiência Energética em Armazéns Frigorificados

armazéns frigorificados

O maior custo na operação de armazéns frigorificados é o da energia elétrica. 

Isso acontece em virtude do  foco de sua operação estar na manutenção dos produtos em suas respectivas temperaturas de conservação, para aumentar o tempo de vida e as propriedades alimentícias dos produtos armazenados.


Quanto Representa?

Em alguns armazéns frigorificados o custo com energia elétrica pode chegar à 85% do custo total de operação das plantas, e contas de energia da ordem de 200 mil a 2.000.000 de reais não são incomuns.

Sabendo então que este custo é o pareto de muitas empresas, a busca por sistemas mais eficientes deve ser constante. Fazendo um paralelo com os consumos residenciais, onde a maior parte dos gastos energéticos está nas máquinas térmicas como refrigeradores e ar condicionados, a armazenagem de produtos congelados e resfriados segue a mesma regra. 

Ao falar de eficiência energética, precisamos necessariamente falar dos sistemas de refrigeração industrial, e das possíveis maneiras de atenuar os custos com eletricidade. Essa redução reflete diretamente no custo operacional e aumentando a margem de lucro dos CDS e armazéns.

Nosso time listou alguns pontos de melhorias de fácil aplicação e baixo custo, pensando na eficiência dos equipamentos e sistemas de refrigeração, são eles:

Criação de regras de operação dos armazéns frigorificados

As regras de operação são receitas de bolo, que devem ser aplicadas para cada momento específico da operação de um sistema de refrigeração. Elas podem ser aplicadas tanto em condições normais, quanto em condições atípicas de cargas parciais do sistema. 

Porém, como a planta é projetada para operar em 100% de capacidade, nestes momentos os ganhos com a aplicação das regras são menores. 

Já quando os armazéns frigorificados opera com carga térmica parcial <100%,( Como é o caso dos finais de semana, feriados, redução de demanda dos clientes, madrugadas, etc.), pode-se obter inúmeros ganhos na operação. 

Entre eles,  podemos destacar: 

  • Paradas de câmaras aos finais de semana;
  • Aumento de pressão de sucção dos compressores;
  • Redução parcial da velocidade de condensadores;
  • Redução do número de condensadores ligados;
  • Redução do número de bombas de amônia em operação;
  • Redução da carga dos compressores através do slide valve ou do inversor de frequência. 

Por fim, a perguta é: Preciso mesmo de tudo isso ligado neste momento da operação? se a resposta for sim, está tudo certo. 

Se for não: a próxima perguta é: como economizar sem prejudicar a segurança e a qualidade dos meus produtos? e é essa pergunta que o trabalho da Less Energy visa responder.

Repensar os sistemas reversíveis

Ao sistematizar as operações logísticas, a Less Energy aplica simulações computacionais utilizando a modelagem matemática para permitir a visualização do fluxo térmico e pontos de desperdício de energia. 

Em resumo, colocamos ferramentas de engenharia apontadas para os problemas existentes que não são vistos a olho nu. Muitas vezes, nem se sabe que isso é um problema, pois os armazéns frigorificados recebem os mesmos valores altos da conta de energia por muito tempo, adaptando seu custo a eles. 

Utilizando essas ferramentas, conseguimos calcular qual deveria ser o consumo ótimo de sua instalação, com isso comparar com o consumo energético real, entendendo a lacuna como a META a ser atingida com as ações propostas pela nossa equipe

Rever supercongelamentos 

As temperaturas de estocagem de produtos são por muitas vezes rebaixadas ao longo do tempo, seja por aumento do volume de produção, ou por exigências de setores como SIF ou qualidade interna. 

Entretanto estes fatos acontecem sem estudos prévios e detalhados dos impactos reais, e temperaturas mais baixas de estocagem também significam temperaturas mais baixas de produtos. 

O Impacto desses rebaixamentos na sala de máquinas é imenso, onde para cada um grau que rebaixamos da temperatura de sucção temos um aumento de consumo de 5% nos compressores, além de supergonglar o produto, podemos estar gastando mais energia do que o necessário, sendo um ponto de muita atenção.

Além desses pontos, a eficiência energética dos armazéns frigorificados está diretamente ligada a capacidade técnica e conhecimento do operador da sala de máquinas, e com certeza o custo da desinformação é muito maior do que o da capacitação e qualificação das equipes de operação.
Olhando para este tema nós da Less energy fornecemos treinamentos específicos de cada planta, buscando junto a equipe as melhores oportunidades e uma visão mais focada na eficiência dos sistemas e na redução de custos finais.

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